Classificação Científica

Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Aves
Ordem: Procellariiformes
Família: Procellariidae
 Leach, 1820
Espécie: P. puffinus

Nome Científico

Puffinus puffinus
(Brünnich, 1764)

Nome em Inglês

Manx Shearwater


Estado de Conservação

(IUCN 3.1)
Pouco Preocupante

Fotos Sons

Pardela-sombria

O pardela-sombria (Puffinus puffinus) é uma ave Procellariiforme da família Procellariidae.

Também chamado de pardela, corva e bobo-pequeno.

Obs.: na revisão de 2021 da lista de aves do Brasil pelo CBRO, foi atribuído a esta espécie o nome vernáculo de pardela-sombria.

Na Carta de Pero Vaz de Caminha, é assim apontada:

E assim seguimos nosso caminho, por este mar de longo, até que terça-feira das Oitavas de Páscoa, que foram 21 dias de abril, topamos alguns sinais de terra, estando da dita Ilha – segundo os pilotos diziam, obra de 660 ou 670 léguas – os quais eram muita quantidade de ervas compridas, a que os mareantes chamam botelho, e assim mesmo outras a que dão o nome de rabo-de-asno. E quarta-feira seguinte, pela manhã, topamos aves a que chamam furabuchos.

Nome Científico

Seu nome científico significa: de puffinus, puffin = baseado em “Puffin da Ilha de Man” de Willughby (1676), Puffin era o nome de uma iguaria gordurosa no século 18. ⇒ Puffinus.

Características

Mede de 30 a 38 cm, pesa de 350 a 575 g e tem uma envergadura de 76 a 89 cm. Partes superiores negras uniformes, inclusive os lados da cabeça e do pescoço; partes inferiores brancas, sendo bem demarcada a transição entre o negro das partes superiores e o branco das partes inferiores; face inferior das asas e área abaixo dos olhos brancas; bico fino e preto; pernas e dedos rosados com membranas interdigitais cinza-azuladas.

Alimentação

Nada e mergulha para se alimentar. Os mergulhos podem ser da superfície ou do ar, e não vai fundo debaixo da superfície da água.

Alimenta-se de pequenos peixes, calamares e crustáceos. Normalmente não se alimenta em bandos grandes.

Reprodução

Reproduz-se em ilhas em ambos os lados do Atlântico Norte. Para iniciar a estação de criação, os machos tomam tocas de coelho abandonadas e então atraem as fêmeas chamando-as lá de dentro.

Reproduz-se em colônias em ilhas do Atlântico Norte (acima de 30 graus norte), de maio a setembro, principalmente nas ilhas da Grã-Bretanha e da Irlanda e também nas Ilhas dos Açores, Madeira e Canárias. Às vezes nidifica em zonas continentais próximas do mar, em locais elevados. A estação de criação começa em março. O ovo, posto no meio de maio, é incubado por 47 a 55 dias e o primeiro voo acontece depois de 62 a 76 dias. Logo depois começa uma jornada de duas a três semanas para locais onde passa o inverno na costa do Brasil, Argentina e Uruguai. Atinge a maturidade sexual aos 5 ou 6 anos.

Hábitos

Gregário e marinho, vive principalmente sobre a plataforma continental. Passa o inverno no Atlântico Sul junto ao Brasil, Argentina e África do Sul. Geralmente silencioso quando no mar, é barulhento quando em colônias para reprodução. Segue embarcações eventualmente. Em ventos fortes é capaz de planar com poucas batidas de asa. Apresenta voo com disparos de movimentos rápidos de batidas de asa, alternando com deslizamento sobre ondas.

Distribuição Geográfica

Encontrado nas águas do Atlântico Norte e do Atlântico Sul. Alcança a costa brasileira entre os meses de setembro a fevereiro e entre janeiro e março, entre os estados do Rio de Janeiro ao Rio Grande do Sul.

Referências

Galeria de Fotos